O uso de dados biométricos, como impressões digitais e reconhecimento facial, tornou-se comum em diversas atividades cotidianas, desde desbloquear smartphones até acessar edifícios. No entanto, especialistas alertam para os riscos associados a essa prática, especialmente no que diz respeito à segurança e privacidade dos usuários.
Diferentemente de senhas ou documentos, dados biométricos são únicos e permanentes. Em caso de vazamento, não é possível “trocar” uma impressão digital ou o formato do rosto. Isso torna essas informações altamente sensíveis, pois podem ser utilizadas por criminosos para fraudes e roubo de identidade.
O avanço da inteligência artificial e das tecnologias de deepfake agrava ainda mais a situação. Já é possível criar vídeos e áudios falsos extremamente realistas, imitando vozes e rostos de pessoas, o que pode ser explorado em golpes sofisticados.
Projetos como o WorldID propõem o uso da biometria para criar identidades digitais globais, eliminando a necessidade de documentos físicos. Embora a ideia prometa conveniência, especialistas enfatizam a importância de garantir a segurança dos dados e preparar a população para os desafios associados a essa tecnologia.
Além disso, é fundamental que os usuários estejam cientes de seus direitos. No Brasil, a coleta de dados biométricos só pode ocorrer com o consentimento do indivíduo, conforme previsto na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Portanto, é essencial questionar e entender como e por que essas informações estão sendo solicitadas.